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7 sinais de autismo em crianças: Quando buscar diagnóstico e como proceder após a avaliação

7 sinais de autismo em crianças: Quando buscar diagnóstico e como proceder após a avaliação

A maternidade vem acompanhada de uma sensibilidade única que faz com que as mães percebam detalhes no comportamento dos filhos que muitas vezes passam despercebidos para outras pessoas. É comum que dúvidas surjam durante o desenvolvimento da criança — especialmente quando algo parece “fora do esperado”. Entre essas preocupações, uma das mais frequentes atualmente envolve a possibilidade de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Neste artigo completo, você vai entender o que é o autismo, quais são seus graus, quando a mãe deve se preocupar, quais sinais de alerta observar, como é feito o diagnóstico e como prosseguir após a confirmação.

O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa por toda a vida. Ele é caracterizado por desafios em duas grandes áreas:

  1. Comunicação e interação social
  2. Comportamentos repetitivos e interesses restritos

O termo “espectro” indica que o autismo não é igual para todas as pessoas. Existem diferentes apresentações, níveis de suporte necessários, habilidades e dificuldades.

O TEA não é uma doença, e sim uma forma diferente de funcionamento cerebral. Por isso, não existe “cura”, mas sim maneiras de promover desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.

Quais são os graus do autismo?

De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o autismo é classificado em três níveis, que indicam a quantidade de suporte necessária no dia a dia:

Nível 1 — Necessita de pouco suporte

  • A criança pode falar bem, mas tem dificuldades de manter troca social.
  • Pode apresentar rigidez comportamental.
  • Costuma ser confundido com timidez intensa ou “jeito próprio”.

Nível 2 — Necessita de suporte moderado

  • Dificuldade clara de comunicação verbal e não verbal.
  • Comportamentos repetitivos mais evidentes.
  • Problemas de adaptação a mudanças e interações sociais limitadas.

Nível 3 — Necessita de muito suporte

  • A comunicação é bastante limitada (ou ausente).
  • Comportamentos repetitivos intensos.
  • Alta dificuldade em mudanças e grande necessidade de apoio constante.

Importante: O nível não define potencial, apenas indica o suporte necessário.

Quando a mãe deve procurar um profissional?

A recomendação é clara: ao primeiro sinal de preocupação, deve-se buscar avaliação.
Intervenção precoce muda todo o prognóstico e melhora significativamente as habilidades sociais e comunicativas.

Procure ajuda quando você notar:

  • Atraso no desenvolvimento (físico, social, emocional ou de linguagem)
  • Regressão (a criança perde habilidades que já tinha)
  • Falta de resposta ao nome
  • Pouco contato visual
  • Dificuldade de interação com outras crianças

Se o comportamento parece “diferente”, “fora do esperado”, ou se a mãe sente que “algo não está andando como deveria”, é hora de buscar orientação profissional.

Sinais de autismo em crianças que a mãe deve observar

Os sinais de autismo em crianças podem aparecer desde os primeiros meses de vida. Aqui estão os mais comuns, separados por idade:

0 a 12 meses

  • Pouco ou nenhum contato visual
  • Falta de sorrisos sociais
  • Não balbucia
  • Não aponta
  • Não reage a sons familiares
  • Pouca resposta ao próprio nome

12 a 24 meses

  • Atraso ou ausência da fala
  • Não imita gestos, sons ou expressões
  • Não aponta para mostrar interesse
  • Não brinca de faz de conta
  • Preferência intensa por objetos em vez de pessoas
  • Movimentos repetitivos: bater asas, pular, balançar

2 a 4 anos

  • Repetição de frases (ecolalia)
  • Interesses restritos (obssessão por números, letras, dinossauros etc.)
  • Dificuldade em brincar com outras crianças
  • Resistência extrema a mudanças na rotina
  • Hipersensibilidade a sons, cheiros, texturas
  • Agressividade quando frustrado

Sinais que podem aparecer em qualquer idade

  • Regressão no desenvolvimento
  • Crises intensas sem motivo aparente
  • Organização de objetos em filas
  • Hiperfocus em estímulos sensoriais (rodinhas, luzes, ventiladores)

Importante: Uma criança pode apresentar alguns sinais e não ser autista. Somente uma equipe especializada pode fechar o diagnóstico.

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Como é feito o diagnóstico do autismo em crianças?

O diagnóstico de autismo em crianças é clínico, baseado na observação do comportamento e no desenvolvimento da criança.
Não existe exame de sangue, tomografia ou teste único para confirmar o TEA.

O processo geralmente envolve:

1. Avaliação com pediatra ou neuropediatra

O pediatra é o primeiro profissional a ser procurado. Ele avaliará o desenvolvimento e, se necessário, encaminhará ao neuropediatra.

2. Avaliação multidisciplinar

Pode envolver:

  • psicólogo
  • fonoaudiólogo
  • terapeuta ocupacional
  • psiquiatra infantil

Eles utilizam protocolos específicos, como:

  • ADOS
  • M-CHAT
  • CARS
  • ABLLS

Essas ferramentas ajudam a mapear comportamentos e habilidades.

3. Observação do comportamento

Profissionais analisam como a criança interage, brinca, mantém contato visual e se comunica.

4. Entrevistas com os pais

A mãe é peça fundamental no processo. Seu relato é altamente considerado, pois ela acompanha diariamente a evolução do filho.E depois do diagnóstico? O que fazer?

Receber o diagnóstico pode gerar choque, medo ou alívio — tudo isso é normal.
Mas é importante saber: não se trata de ponto final, e sim de um começo.

Aqui estão os passos essenciais:

1. Iniciar terapias o quanto antes

A intervenção precoce melhora significativamente as habilidades cognitivas, sociais e comunicativas.

As terapias mais comuns são:

  • Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada)
  • Fonoaudiologia
  • Terapia Ocupacional com Integração Sensorial
  • Psicoterapia infantil

2. Criar uma rotina estruturada

Crianças autistas se beneficiam de previsibilidade.
Rotinas organizadas reduzem ansiedade e facilitam o aprendizado.

3. Adaptar o ambiente

Ambientes tranquilos, com menos estímulos sensoriais e mais organização visual, ajudam muito.

4. Estimular comunicação

Mesmo que a criança ainda não fale, incentive:

  • gestos
  • figuras
  • comunicação alternativa (PECS)

5. Buscar inclusão escolar

A escola deve ser parte ativa no desenvolvimento da criança.
Muitas crianças com TEA têm direito a:

  • mediador escolar
  • plano educacional individualizado
  • adaptações de atividades

6. Cuidar da saúde mental da família

O processo pode ser emocionalmente desafiador.
Redes de apoio, apoio psicológico e grupos de mães ajudam imensamente.

Conclusão

Identificar sinais de autismo em crianças cedo e procurar diagnóstico profissional o quanto antes faz toda a diferença na vida de uma criança. O olhar atento da mãe é um dos instrumentos mais poderosos para garantir que a criança tenha acesso a intervenções, suporte e oportunidades adequadas ao seu desenvolvimento.

Com informação correta, apoio profissional e acolhimento familiar, é possível construir um caminho saudável, afetivo e cheio de conquistas.

Referências Bibliográficas

  • American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5).
  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-11).
  • Autism Speaks. Early Signs of Autism.
  • Ministério da Saúde do Brasil – Linha de Cuidado para TEA.
  • Rede Cochrane Brasil – Revisões sistemáticas sobre intervenções para TEA.
  • Zwaigenbaum L., et al. “Early Identification of Autism Spectrum Disorder.” Pediatrics, 2015.
  • Lord C., Rutter M. “Autism Assessment and Diagnosis.” Journal of Child Psychology and Psychiatry.

Autor

  • Esposa, mãe e apaixonada por compartilhar experiências reais da maternidade. Escreve para apoiar outras mulheres com conteúdos leves, úteis e cheios de vida, sempre trazendo sinceridade, acolhimento e aprendizados da sua própria jornada como mãe.

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