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Alerta sobre a meningite: Surtos recentes, sintomas, cuidados e vacinas

Alerta sobre a Meningite: Surtos Recentes, Sintomas, Cuidados e Vacinas

Em 2025, o Brasil registrou um aumento preocupante nos casos de meningite: entre 1º de janeiro e 4 de abril, foram confirmados 1.980 casos e 168 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse ressurgimento pode estar associado a fatores sazonais — como o frio, que favorece a propagação de meningites bacterianas — e também à cobertura vacinal abaixo das metas em algumas regiões. Além disso, o Brasil está reforçando sua estratégia de proteção: desde julho de 2025, o SUS passou a oferecer a vacina meningocócica ACWY como dose de reforço para bebês de 12 meses, ampliando a proteção contra vários sorogrupos do meningococo.

O que é a meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges — as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por bactérias (como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae), vírus, fungos ou até parasitas. As formas bacterianas tendem a ser mais graves e podem evoluir rapidamente, exigindo atendimento médico imediato.

Sintomas comuns

Os sinais da meningite variam, dependendo da causa e da faixa etária, mas entre os mais frequentes estão:

  • Febre alta e súbita;
  • Dor de cabeça intensa.
  • Rigidez na nuca, dificuldade para encostar o queixo no peito;
  • Náuseas, vômitos;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Manchas vermelhas ou petéquias na pele (sinal de meningococcemia);
  • Alterações de consciência: confusão, irritabilidade, sonolência.

Em bebês, os sintomas típicos de meningite podem ser diferentes: fontanela elevada, choro agudo, corpo mole, gemidos ou rigidez corporal.

Cuidados imediatos e tratamento para meningite

  • Procure atendimento médico urgente ao suspeitar de meningite. Diagnóstico precoce é crucial.
  • O diagnóstico envolve coleta de amostras de sangue e de líquido cefalorraquidiano (líquor), que são analisadas para identificar o agente causador.
  • No caso de meningite bacteriana, o tratamento deve ser iniciado rapidamente, geralmente com antibióticos em ambiente hospitalar.
  • Para meningite viral, não há tratamento específico: é feito suporte para aliviar sintomas (como febre e dor), pois muitos casos se resolvem sozinhos.

Além disso, medidas básicas podem ajudar na prevenção do contágio da meningite: manter os ambientes bem ventilados, lavar as mãos com frequência e não compartilhar utensílios pessoais.

Vacinas da meningite: o que o SUS oferece e o que existe na rede particular

No SUS

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza várias vacinas que protegem contra tipos graves de meningite:

  • Meningocócica C conjugada: doses aos 3 e 5 meses, reforço aos 12 meses.
  • Meningocócica ACWY: desde julho de 2025, o reforço aos 12 meses foi substituído pela vacina ACWY, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y.
  • Pneumocócica 10-valente: protege contra Streptococcus pneumoniae (que pode causar meningite) — esquema com doses nos primeiros meses de vida.
  • Pentavalente: inclui proteção contra Haemophilus influenzae tipo B (Hib), que pode provocar meningite, além de outras doenças.
  • BCG, administrada ao nascer, protege também contra a forma meníngea da tuberculose.

Na rede particular

Existem vacinas adicionais não oferecidas gratuitamente pelo SUS para meningite:

  • Meningocócica B: disponível no setor privado, em esquema de três doses, geralmente aplicada entre 3 meses e 1 ano; a SBIm recomenda para grupos de risco.
  • Pneumocócica 13-valente (VPC13): também disponível privadamente, com uma cobertura mais ampla de sorotipos de pneumococo.

Por que a vacinação contra a meningite é tão importante agora?

Os recentes surtos mostram que a meningite continua sendo uma ameaça real. A adoção de uma dose de reforço com a vacina ACWY para crianças de 12 meses pelo SUS é uma resposta direta aos riscos representados por múltiplos sorogrupos bacterianos. Serviços e Informações do Brasil

Além disso, embora a cobertura vacinal da população deva ser alta para garantir a imunidade coletiva, dados recentes apontam que algumas regiões ainda não atingem as metas ideais. Vacinar-se (e vacinar seus filhos), manter hábitos de higiene e ficar atento aos sintomas são ações-chave para prevenir complicações, mortes ou sequelas graves.

Conclusão

A meningite é uma doença grave, de progressão rápida e potencialmente letal — mas há várias formas eficazes de prevenção. Diante dos surtos recentes no Brasil, é fundamental reforçar a vigilância dos sintomas, buscar atendimento médico imediato em casos suspeitos e manter a vacinação em dia, tanto pela rede pública quanto, quando possível, pela rede privada. A estratégia combinada de imunização e educação em saúde é a nossa melhor defesa para derrotar a meningite.

Referências bibliográficas

  1. Ministério da Saúde. Alerta de meningite no Brasil: quase 2 mil casos em 2025. Biblioteca Virtual em Saúde MS+1
  2. Ministério da Saúde. Meningite: informações sobre a doença, transmissão, diagnóstico e prevenção. Serviços e Informações do Brasil
  3. Nota Técnica No. 77/2025 — substituição da dose de reforço da vacina meningocócica C pela ACWY. Ministério da Saúde. Serviços e Informações do Brasil
  4. Instituto Butantan. Meningite bacteriana: vacinação de adolescentes e imunização coletiva. Instituto Butantan
  5. UOL Notícias. “Meningite: entenda as recomendações das vacinas disponíveis na rede particular.” UOL Notícias
  6. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Meningite: vacina disponível nos postos. SES-MG
  7. Ministério da Saúde. Verdadeiro ou falso sobre a meningite. Serviços e Informações do Brasil
  8. Ministério da Saúde. “Derrotar a meningite”: Dia Mundial da Meningite, 05/10.

Autor

  • Esposa, mãe e apaixonada por compartilhar experiências reais da maternidade. Escreve para apoiar outras mulheres com conteúdos leves, úteis e cheios de vida, sempre trazendo sinceridade, acolhimento e aprendizados da sua própria jornada como mãe.

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